OS BASTIDORES DO NOVO DISCO DE KATYA TEIXEIRA E A VOLTA DO KUARUP!

Prodigiosos ventos trouxeram, de longe, a noticia: o novo disco de Katya Teixeira está chegando! Ao mesmo tempo, outra noticia alvissareira: a volta do importante selo Kuarup. Ambos acontecimentos são de grande importância para acultura brasileira. Para quem conhece trabalho da altiva guerreira – compositora, cantora, instrumentista, pesquisadora, educadora, somando-se a tudo isso o inegável talento que Deus lhe deu! – só poderia saltar da cadeira e ficar atento aos “sinais”, também trazidos pelo Vento, aquele que tem todas as respostas: Katchêrê (1997) e Lira do Povo (2004) seus discos solos lançados, são duas preciosidades, que realçam todas as qualidades citadas há pouco: no primeiro, além de composições próprias e parcerias com Vidal França, Luis Carlos Bahia e outros, realiza releituras primorosas de pérolas de nosso cancioneiro, como “Dia de Festa”, da inesquecível Irene Portela; “Marianinha”, de Vidal e João Bá, entre outras. No segundo, incursão corajosa, resgatando duas jóias do português Zeca Afonso – “Alegria da Criação” e “Adeus Ó Serra da Lapa” – e dá voz às cantadeiras, rezadeiras e cantadores dos nossos sertões – que beleza ouvir Mestre Zé da Ernestina & Katya em “Senhora Rainha”, versão mineira de “Laurindinha”, do folclore da terrinha! Para quem, como nós do ser-tão paulistano, que acompanhamos seu trabalho, especialmente as vibrantes apresentações ao vivo, já nos assanhávamos à espera do novo disco, que ela sempre despistava. Novo disco de Katya? A notícia já corre célere, a vibração encantatória se infiltra pela cidade e pelos sertões, arriba! Vamos em busca do Pote D’Ouro! Montado no meu cavalo, o incrível e imperturbável Murzelo Alazão, saí pelas veredas e trilhas de Sampa e não tardei a ouvir uma notícia aqui, outra ali: Pois bem: o título provisorio é Confraria, e se trata de um seleto encontro entre Chico Branco, Luiz Perequê, Jean Garfunkel e Giordano Mochel, cada qual falando de sua “aldeia”; entremeando a prosa,aliando os timbres e os ritmos, ela, a Eterna Musa do Ser-tão e do Brasil, com sua voz cristalina e inconfundível! Zé Maria escreveu outro dia: “Não basta ter um "rostinho bonito", o nosso controle de qualidade é exigente. É preciso ter uma das mais belas vozes da música popular, saber tocar violão e rabeca, conhecer e dominar os instrumentos musicais dos diversos ritimos da tradição brasileira e indigena, ser estudiosa, conhecedora e pesquisadora das nossas raízes culturais, ser indicada ao Premio Tim de Musica, ser produtora musical e, como “disainer", autora de belas capas e encartes de cds e livros.” Assim, um paparazzo amigo, usando de todas as prerrogativas que sua atividade permite, conseguiu fotos exclusivas de uma das gravações. Trata-se da viagem à Cananéia, paraíso cultural do litoral sul de São Paulo, onde muitas tradições sobrevivem milagrosamente, certamente protegidas pelos bons espíritos, pois, se dependesse do empenho de governantes... As fotos do paparazzo (ou seria paparazza?) registram o encontros com os Fandangueiros de Itacuruçá. Os retratos dizem por si: a descontração, a gente do povo, a alegria, a confusão de fios, o bendito e criativo Kaos. Ressalte-se a importância de mostrar e conhecer o caiçara: para ele, tudo é sagrado, não apenas no aspecto religioso, mas, na intrincada rede que rege seu mundo: esperança, alegria, fraternidade, fé. Ninguém melhor que Katya Teixeira, mais que interprete, autentica herdeira daquilo que temos de mais verdadeiro: a cultura popular. Zé Mangabeira, meu amigo que se diz Prinspe Herdeiro do Brasil, em famoso discurso na Casa Real Brasileira, onde prossegue sua vitoriosa campanha para a restauração do Império do Brasil, arrancou aplausos emocionados da multidão quando afirmou categórico: “Katya Teixeira carrega no sangue e na pele tradições ancestrais que remontam as Minas e as Alagoas de seus pais, os batuques negreiros e danças indígenas, as cantigas que mergulham nos tempos, noutros tempos idos! Com rigor e extrema sensibilidade, capta a essência de toda a beleza e sabedoria ocultas na simplicidade da cultura cultivada há milênios pelos povos, especialmente a oralidade." Esse evento, conhecido como o Discurso do Rei, foi posteriormente plagiado por Hollywood e transformado em filme. Adulteraram a história, claro, para não pagarem direitos autorais... Sobre a viagem, sugiro buscarem informações com o Zé Maria, que acompanhou a produção munido dos mais modernos aparelhos de registros, mais um staff de assistentes e secretários. Mas alerto que dificilmente ele vai abrir o jogo, pois está reunindo apontamentos para um livro futuro, contando as peripécias venturosas. O ano promete: retorno de Katya Teixeira ao disco sete anos depois, do Café Fubá (sob outro nome, o 2Santo) de Oswaldinho e Marisa Vianna, a volta do Amorim e finalmente do selo discográfico Kuarup. A noticia nos foi fornecida por nossa amiga Dassanta, do Recife, do blog Quadrada dos Canturis. Não se conhece maiores detalhes, porém, uma rápida entrada no novo site da produtora (WWW.kuarup.com.br) nos forneceu as informações abaixo: Depois de mais de 05 anos desativada, a gravadora Kuarup está de volta ao mercado musical! O ano de 2010 foi de re-estruturarmos o novo conceito de música e trabalho fonográfico. Em frente dos novos modelos de negócios, hoje a KUARUP tem um dos catálogos mais renomados da música popular brasileira e está mais do que preparada para entrar no ano de 2011 com o pé direito! E o nosso primeiro novo lançamento é a cantora de Bauru, Luciana Pires. Seu disco está em processo final de mixagem e será lançado no início de 2011.
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