Festa no Quilombo

Festa no Quilombo Brotas
Convite feito por Diná Ramos

Queridos,

Teremos uma festa linda este final de semana e gostaria muito que estar com vocês por lá! A festa marca o encerramento da primeira fase do projeto 'Tambores de Brotas', realizado com recursos do Programa de Ação Cultural (PAC no.6) da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, será realizada uma festa na Comunidade de Remanescentes Quilombolas de Brotas, no município de Itatiba/SP, com participações de dois grupos praticantes de manifestações culturais tradicionais afro-brasileiras; o Jongo e o Batuque de Umbigada.

Esta comemoração se dará no dia 07 de Junho a partir das 20h, à Rua Filomena Zupardo, 795, Jd. Santa Filomena, Itatiba/SP e contará com a participação da Comunidade de Jongo de Guaratinguetá (Grupo Quilombola) e do Grupo de Batuque de Umbigada de Piracicaba, Tietê e Capivari.

Entrada: 1kg de alimento.
Para chegar no Quilombo siga o Roteiro abaixo.

Meus queridos, agradeço em nome da Comunidade Quilombola Brotas e Grupo Baobá.
beijos e até sábado! com carinho, Diná.



Um pouco de história

Além das comemorações de 40 anos do maio de 68, e dos debates, neste 13 de maio a Lei Áurea, aquela que libertou os escravos, completou 120 anos. Na vida real o preconceito ainda castiga, mas em muitas comunidades quilombolas há um alívio.

Quilombolas é como se chamam os escravos ou descendentes, cujos antepassados – no período da escravidão – fugiram dos engenhos de cana-de-açúcar, das fazendas e de pequenas propriedades onde exerciam trabalhos braçais para, então, formar pequenos vilarejos, os quilombos. O mais conhecido foi o Quilombo dos Palmares, no estado de Alagoas, mais precisamente no interior do estado, na cidade de União dos Palmares.

No Brasil, o termo quilombo ganhou sentido de comunidades autônomas de escravos fugitivos, mas em sua origem designava apenas um lugar de pouso utilizado por populações nômades ou em deslocamento. Tradicionalmente, os quilombos ficavam afastados dos centros urbanos e em locais de difícil acesso. Embrenhados nas matas, selvas ou montanhas, esses núcleos se transformaram em aldeias dedicando-se à economia de subsistência e às vezes ao comércio, alguns tendo mesmo prosperado. Existem registros de quilombos em todas as regiões do país. Além de Alagoas, segundo os registros, existem quilombos nos seguintes estados brasileiros: Pernambuco, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.

A maioria dos quilombos tinha existência efêmera, pois uma vez descobertos, a sua repressão era marcada pela violência por parte dos senhores de terras e de escravos, com o duplo fim de se reapossar dos elementos fugitivos e de punir exemplarmente alguns indivíduos, visando atemorizar os demais cativos. Embora a abolição tenha sido oficialmente alcançada em 13 de maio de 1888, alguns desses agrupamentos chegaram aos nossos dias e as comunidades quilombolas não pertencem somente ao nosso passado escravista. Tampouco se configuram como comunidades isoladas, no tempo e no espaço, sem qualquer participação social. Ao contrário, as mais de 2 mil comunidades quilombolas espalhadas pelo território nacional mantêm-se vivas e atuantes, lutando pelo direito de propriedade de suas terras consagrado pela Constituição Federal desde 1988.

Para muita gente, os quilombos são apenas esconderijos onde se reuniam os escravos fugitivos. Na verdade, essas comunidades são mais do que simples refúgios. O Quilombo Brotas (na foto, uma das casas do quilombo) constitui um patrimônio histórico e social, de reconhecimento, resgate e preservação da cultura negra. Fica localizado no município de Itatiba / SP, a 96 km da capital e região metropolitana de Campinas. É o primeiro quilombo urbano reconhecido pelo Estado de São Paulo. Surgiu há cerca de duzentos anos, em um sítio com 7,5 alqueires, comprado por escravos alforriados. Vendendo os produtos das lavouras que cultivavam e os animais que criavam, eles conseguiram juntar 40 mil réis para adquirir a propriedade, onde se desenvolveu uma comunidade com características étnicas e culturais tipicamente africanas.


Como chegar no Quilombo Brotas

Saindo de São Paulo:
1. Pegar Rod. Anhanguera até a Saída 61 (Placa para Itatiba)
2. Pegar Saída 61 da Rod. Anhanguera e seguir em Frente pela Rod. João Cereser durante 5km.
3. Chegando na rotatória, fazer retorno a esquerda (Placa para Itatiba) e seguir a pela Rod. Eng. Constancio Cintra durante 18km até a entrada de Itatiba.

Em Itatiba:
1. Chegando pela Rod. Eng. Constancio Cintra seguir em frente na rotatória pela Av. 29 de Abril por 900mts.
2. Em seguida virar à direita na Rua Cel.Camilo Pires e seguir em frente por 300mts.
3. Virar à esquerda na a Rua Com. Franco e seguir em frente por 200mts.
4. Virar à esquerda na Rua Expedicionários Brasileiros e seguir em frente por 1000mts.
5. Continuar pela Rua Benedito Alves B.Sobrinho por 350mts.
6. Passar em Frente ao Supermercado Tulon (A esquerda) e Posto de Gasolina (A direita) chegando na rotatória.
7. Virar a esquerda na Rua Filomena Zupardo.
8. Seguir em frente até o final da rua.


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Leia também reportagem com "Tia Aninha", uma das matriarcas da comunidade.
E saiba mais sobre o Projeto Manejos dos Teritórios Quilombolas.



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