Moda de Viola

Tenho um amigo violeiro que diz que bão mesmo é mês de junho. Que em dias juninos ele pega sua viola, põe debaixo do braço e sai avoando por ai, levando sua música. Eu que não toco viola, nem nada, só me vesti de caipira mesmo, e comi milho verde. Tá, confesso, nem só isso. Saí de banda, atrás dos violeiros.


Vou dizer de dois aqui, que muito me alegraram a alma. O primeiro foi Pereira da Viola, projeto regional do SESC Vila Mariana. O segundo, Paulo Freire, lançamento do seu cd Redemoinho no SESC Santana. Em comum, o fato de sair de ambos os lugares inebriada.


Pereira da Viola - e descobri no meio de coincidências que ele é casado com a prima da minha melhor amiga dos tempos de escola, é que São Paulo é assim mesmo, um mundinho-inho - fez até brincadeira de roda, e eu cirandei mesmo, achando tudo muito bonito e saindo de lá com a alma lavada.


Já Paulo Freire contou bons causos, coisa de gente de Minas, divertidissimos, e eu ri muito mesmo, principalmente quando a artilharia foi pesada. Ui. Mas teve a parte séria também, o som só instrumental. Teve até violoncelo com moça bonita, vinda de Campinas. É, de lá eu também saí com a alma lavada.


Viva o mês de junho!



1 comentários:

  1. Joca disse...:

    A escolha desses violeiros não poderia ser mais representativa, pois são herdeiros de importantes vertentes de nosso rico violar caipira, passeando pelas folias de reis, modas de viola, até o diálogo com outros instrumentos. Tive o privilégio se assistir durante quatro sábados seguidos, no SESC Consolação, o Paulinho Freire e sua violinha mágica, duas vezes acompanhado por Ana Salvagni, dona de uma das vozes mais límpidas e encantadoras da MPB. Acompanhado por minha filha, nos deliciamos com toques de viola, causos, mitos, lendas, cirandas. Em volta da gente, o caos rugia, mas, naquele espaço do hall de entrada do SESC, o encantamento nos conduzia à outros sertões, do tempo e espaço....

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