Ecos de Ocas

Basta sair por ai para dar de cara com os ecos de Ocas. Basta por os pés no vão livre do MASP, ou passar em frente aos prédios da FNAC. Zanzar pelo Itaú Cultural ou se perder na Cidade Universitária, na PUC, no Mackenzie e o histórico Largo São Francisco.

Basta sair de casa e andar a pé para encontrar os ecos de Ocas pelos cantos da cidade. É só ir assistir a um bom filme no Espaço Unibanco ou passear lentamente pelo acervo e exposições da Pinacoteca do Estado.

Basta querer dar um pulo na famosa feira de antiguidades, que acontece todo sábado na Praça Benedito Calixto, antes ou depois do almoço no Consulado Mineiro.
E por aí vai, tem ecos de Ocas por onde quer que se vá, é só prestar atenção. Tem na Rede SESC e tem também nos Centros Culturais espalhados por aí.

Até pra quem vive na boemia, tem. Basta dar um pulinho na Vila Madalena para que a noite seja brindada com os ecos de Ocas.

Então, quando você estiver por aí, andando pelas ruas da cidade, e quando um daqueles vendedores ambulantes lhe vier com um pacote de revistas na mão, vestido com uma jaqueta e com um crachá de identificação, páre e compre sua Ocas, principalmente se ele parecer um ex-morador de rua, porque não é mentira.

“Ocas, saindo das ruas”, é uma revista publicada pela Organização Civil de Ação Social. É uma chance de mudança efetiva na vida das pessoas em situação de rua e a coisa acontece mais ou menos assim: o morador de rua procura a entidade, recebe treinamento, assina um código de conduta, adquire um crachá de identificação e algumas revistas iniciais para serem vendidas pelo preço fixo de três reais (preço de capa). Nem a mais, nem a menos. A partir daí, cada vendedor, todos com idade mínima de 18 anos, passa a comprar novos exemplares pelo valor de um real. São os dois reais da diferença que vão pro bolso do morador de rua, sem quaisquer intermédios.

E o que tem de tão bom em Ocas? Ocas explica:
“Ocas promove a responsabilidade social e publica seções dedicadas a noticias nacionais e internacionais, comportamento, lançamentos artísticos e intelectuais e ensaios. Além disso, a publicação reserva espaço para expressão dos vendedores e aborda problemáticas relacionadas ao tema da exclusão social. A revista é produzida por jornalistas e não depende de grupos de comunicação ou está vinculada a interesses comerciais e políticos.”

Desde de 2004 Ocas conta com uma Oficia de Criação. Com supervisão de voluntários formados em diversas áreas, os vendedores se reúnem semanalmente em atividades que envolvem a discussão de pautas e a produção das matérias (texto, fotos, ilustrações, etc). O material produzido pelo grupo é publicado mensalmente na seção “Cabeça sem Teto”.

E aí, você já adquiriu Ocas? Eu tenho um monte delas para fazer ecos.



1 comentários:

  1. Joca disse...:

    Ah, mas o pessoal do OCAS realmente trouxe dignidade aos chamados pops de rua, como são carinhosamente chamados por algumas pessoas do serviço social, aqueles que tem uma sincera relação com eles. É a voz do homem que habita as ruas, que procura manter a dignidade sob as condições mais improváveis. O OCAS os ajuda a ter um rosto, uma voz! Joga um pouco de luz num problema que muitos fingem não existir....

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