Um pouco de história da música Latina... Tarancón no Armazém Mineiro

TARANCÓN (fonte IPEC)

O Tarancón foi o primeiro grupo brasileiro a pesquisar e a divulgar a música feita em todos os países da América Latina. Unindo instrumentos originados nos Andes como a quena (flauta de pã), a zamponha (flauta de bambu), a tarka (flauta no formato de totens), o bombo leguero (bumbo de pele de ovelha), o chalango (bandolim feito com casco de tatu), ao violão e baixo elétrico, o grupo consegue fazer uma síntese entre os sons do folclore e do cancioneiro latino-americano.

Os primeiros ensaios do Tarancón aconteceram no ano de 1972. Logo caíram no gosto dos estudantes e passaram a se apresentar em faculdades, centros acadêmicos e universidades. O repertório por canções folclóricas e de protesto. Executavam músicas de autores como os chilenos Violea Parra e Victor Jara, os cubanos Pablo Milanes e Silvio Rodrigues, o argentino Atahualpa Yupanqui e os brasileiros Milton Nascimento e Geraldo Vandré.

O grupo fez mais de três mil apresentações. Dividiu shows com Mercedes Sosa, Milton Nascimento, Chico Buarque, Almir Sater, MPB 4, Angel Parra, Marlui Miranda e outros. Em sua carreira destaca-se a participação do Festival dos Festivais da TV Globo em 1985 com a música Mira Ira - de Lula Barbosa e Vanderlei de Castro e defendida em conjunto com Lula, Miriam Mirah e Placa Luminosa - que venceu os prêmios de melhor arranjo e segundo lugar geral. Representaram a América Latina no Festival de Asilah no Marrocos em 1987.

O Tarancón lançou nove discos: Gracias a La Vida (1976), Lo único que Tengo (1978), Rever Minha Terra (1979), Bom Dia (1981), Ao vivo (1982), Amazona Vingadora (1985), Terra Canabis (1986), Mama Hue (1988) e Vuelvo para Vivir (1997). O disco mais recente, Vuelvo para Vivir, comemora 25 anos do grupo. É o primeiro disco da formação atual. Seu repertório tem regravações como Canción y Huayno (de Mauro Nuñes), canções de compositores latino-americanos como Jo vengo crescer mi corazon do argentino Fito Paes e músicas instrumentais como Jaros (Emílio de Angeles).

Tarancón era o nome de uma mina de carvão na Espanha que desabou ocasionando a morte de muitos trabalhadores (essa história é contada na música En la mina el tarancón).

ARMAZÉM MINEIRO / EMBU DAS ARTES
Bem, agora se você tem a curiosidade de ouvir estas preciosas vozes e instrumentos, ai vai o meu "merchandise" - Você sente vontade de estar em um ambiente charmoso, como Paraty ou Ouro Preto, sem ter que viajar prá tão longe?

Você quer experimentar as melhores cachaças Mineiras, as caipirinhas elaboradas com capricho que só as receitas da Eliana podem conseguir e estar em um ambiente histórico de casarío Colonial totalmente preservado, sem gastar horas de avião ou carro em estradas esburacadas? Você quer sentir-se longe mas estar perto, ouvir o melhor da música brasileira, os tesouros das Minas ou de diversas outras regiões do Brasil em um ambiente que te projeta para terras históricas deste Brasil, e rapidinho poder voltar prá casa (caso você more em São Paulo)?

Pois eu te sugiro que vá conhecer o Armazém Mineiro, no centro histórico do Embú das Artes,pois no dia 23 de Fevereiro de 2008 eu recebo o Grupo Tarancón lá, as 21:30h. Reservas pelos telefones (11) 74996624 Eliana ou (11) 8179-6876 comigo mesmo (Giba da Viola).

Armazém Mineiro:
Rua: N.Sra. do Rosário, 40-Viela Lavadeiras - Centro Histórico – Embu das Artes/SP;
bem ao lado da praça da Igreja museu de Arte Sacre.



4 comentários:

  1. Tati do Radar disse...:

    Olçá amigos mineiros, paulistas, paulistanos soteropolitanos e acima de tudo ...LATINOAMERICANOS!
    Invado este blog primeiro para comentar a importância de remanescentes grupos que exaltam a música do nosso CONTINENTE, não só do território nacional. E justamente hoje surgiu no www.radarcultura.com.br ( o rádio/site colaborativo da Rádio cultura de São Paulo) um debate sobre esse assunto: o que nós, brasileiros, sabemos sobre nosso continente? além de nossas fronteiras, de nossa isolada língua portuguesa? Não seria a hora de retomarmos ( ou simplesmente iniciarmos) contatos musicais/culturais mais significativos? convido a todos para darem uma olhada...
    grande abraço...

  1. Joca disse...:

    Grande Giba da Viola! Muito boa a lembrança do Tarancón, nos motrando que nossas relações com os "hermanos" vão além das "istripulias" do futebol. Tarancón, juntos os "raices de América" e "Terramérica" formam um trindade, que faz bunito mundo afora!

  1. Gibadaviola disse...:

    Joca e Tati, valeu pelos comentários. Apareçam, vai ser uma noite memorável, tenho certeza, será um prazer.

  1. Anônimo disse...:

    Grande Giba.
    Sou a mineira, amiga do Joca.
    Que boa lembrança o Tarancon. Se eu estivesse mais perto, certamente iria o Armazém, sim. Quando o Tarancon veio a Uberaba, eu fui uma das produtoras do show. Pura arte e alegria aquela rapaziada: Emílio, Turcão, Carlinhos, Jika... e Osvaldo (produtor). Ouvi sobre as históris de uma kombi azul, a Pacacilda e o show foi dez! A mineirada gostou muito. Se tiver algun contato com eles, fale de Uberaba. Acho que eles se lembrarão. Que bom. Vou ouvir meu LP, agora. Boa lembrança, muito boa!
    Sucesso pra vc!!

    Iara Fernandes

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