Parque Trianon



Em uma das suas mais belas canções Chico, o Buarque de Holanda, escreve que “junto à minha rua havia um bosque, que um muro alto proibia, lá todo balão caia, toda maçã nascia e o dono do bosque não via”.

Aqui em Sampa junto a uma das suas mais conhecidas ruas, a Paulista, há um bosque que muitos dos seus donos, os moradores da cidade, também não vêem. Não tem um muro alto a proibir , tem grades que não impedem a visão e portões abertos. Não é conhecido como bosque e tem o nome de Parque Tenente Siqueira Campos conhecido e reconhecido por Trianon.


O nome bosque hoje é uma palavra em desuso e mesmo em cidades pequenas o nome de uso é parque. Naqueles tempos os bosques, com raras exceções, eram propriedades particulares, daí o muro alto a proibir, os governantes tinham a meta de modernizar as cidades com ruas e prédios modernos e geralmente com influências estrangeiras.

O Parque Tenente Siqueira Campos, o Trianon, foi criado em 1892, tem árvores ainda da época da Mata Atlantica, diversas espécies de aves e animais como os caxinguelês, pequenos esquilos, e sagüis. Fica em frente ao Museu de Arte Moderna e tem as suas principais entradas pela Avenida Paulista. Milhares de pessoas passam diariamente dentro dos ônibus e carros particulares sem tempo de olhar de lado. E isto sem contar outros milhares que passam “por baixo”, de Metrô, e ai não é mesmo possível. Tem uma área de quarenta e oito mil e seiscentos metros quadrados.

A Avenida Paulista, conhecida como a “mais Paulista das Avenidas, inaugurada no ano de 1891 é sede dos maiores bancos e empresas, tem vários hotéis, centros culturais, estações do Metrô e um variado comércio. Talvez por isso o Parque, mesmo com todo o seu tamanho, fique “acanhado” no meio de tanta grandiosidade e não seja percebido. A Natashia, nossa fiel leitora lá de Vitória, Espírito Santo, não imagina que no meio de tantos prédios e avenidas exista este oásis.

Se muitos não param para ver e também não conhecem muitos outros usam para um passeio relaxante, fugir do barulho das ruas, para ler, ou uma simples caminhada para “fazer o quilo” após o almoço ouvindo o som dos pássaros. A paz é muito grande, mesas, bancos e banheiro à disposição.





5 comentários:

  1. Joca disse...:

    Meu amigo Zé, memorialista da cidade!
    parabens e estavamos sentindo sua falta!
    grande abraço

  1. Joca disse...:

    Em fins de 2009, vi lá no Trinon - ah, que se passo ali diante a pé, não resisto a um passeio, mesmo breve! - um projeto denominado CasaEcológica, em exposição. Trata-se de uma casa construída de maneira a ser auto-suficiente em energia elétrica e água, com materiais recicláveis. Tecnologia pode muito dialogar com a tradição... Quem acompanha nossas andanças pelo ser-tão paulistano sabe do que estamos falando!
    Grande abraço, ZéMaria, memorialista do sertão!

  1. Joca disse...:

    Em fins de 2009, vi lá no Trinon - ah, que se passo ali diante a pé, não resisto a um passeio, mesmo breve! - um projeto denominado CasaEcológica, em exposição. Trata-se de uma casa construída de maneira a ser auto-suficiente em energia elétrica e água, com materiais recicláveis. Tecnologia pode muito dialogar com a tradição... Quem acompanha nossas andanças pelo ser-tão paulistano sabe do que estamos falando!
    Grande abraço, ZéMaria, memorialista do sertão!

  1. José Maria disse...:

    Salve Joel Joca, a Casa continua lá. Grande abraço.

  1. Se lembra da jaqueira
    A fruta no capim
    Dos sonhos que você contou pra mim
    Os passos no porão, lembra da assombração
    E das almas com perfume de jasmim
    Se lembra do jardim, oh maninha
    Coberto de flor
    Pois hoje só dá erva daninha
    No chão que ele pisou

    Salve CHICO, salve ZÉ MARIA !! Duas frondosas reservas de poesia.

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