ÓPERA BRASILEIRA







Quem viu o filme Amadeus, de Milos Forman, deve se lembrar o desconforto que o personagem-título, Mozart, causou entre os membros da Corte austríaca quando anunciou estar compondo uma ópera... A turma italiana ficou ouriçada, pois o infant terrible, gênio da raça humana, estava adentrando no terreno perigoso das nacionalidades, pois, ópera era então território exclusivo dos italianos, que ninguém ousasse profanar... Era como um palmeirense ou sãopaulino adentrar no meio dos gaviões da fiel e cantar o respectivo hino de seu clube.

Imagine-se então, se um caboclo-letrado dos sertões de Vitória da Conquista, proclamasse a composição não de uma, mas de várias óperas, em exacto vernáculo nativo, como ele mesmo diz, o bardo Elomar. Sim, Elomar compõe desde há muito, óperas e em bom dialeto sertanês...
Muitas das cantigas do cancioneiro elomariano, presentes esparsamente em discos do próprio ou de outros artistas, são árias de óperas. Exemplos: Tirana e Puluxia das Sete Portas, árias de O Tropeiro Gonzalin, ambas presentes no álbum duplo Cartas Catingueiras e no disco Xangai canta Elomar ; Bespa, Dassanta, Louvação, Clariô, são da monumental obra Auto da Catingueira. Louvação pode ser ouvida no Parceria Malunga, com Arthur Moreira Lima, Xangai, Elomar e Zé Gomes. Incelença Pra Terra Que o Sol Matou, no álbum Consertão (com Paulo Moura, Arthur M. Lima e Heraldo do Monte), e que faz parte da obra Fantasia Leiga Para Um Rio Seco. Enfim, Elomar compôs muitas óperas, umas poucas gravadas, umas tantas partiturizadas e outras dentro de sua cabeça, a espera de serem passadas para o papel. Para quem quiser conhecer, ipsis literis, como diria o próprio, segue uma dica imperdível: tomamos a liberdade de reproduzir a postagem do blog “Quadrada dos Canturis”, de nossa amiga do sertão paulistano, a Cleide lá de Recife, que muito apropriadamente assina Dassanta, informando do evento a ser realizado ainda este mês, em Vitória da Conquista, na Casa dos Carneiros. Quem puder, que veja:
Abaixo, a programação completa:


Festival da Ópera Brasileira: Cenas Brasileiras

Lá na Casa dos Carneiros


Pre-estréia
Montagem das Cenas:
“A Noiva”, da Ópera “A Casa das Bonecas”.
“A Leitura”, da Ópera “A Carta”.
“Dança de Ferrão”, da Ópera “O Retirante”.

Direção Artística: Elomar

Direção de cena:
Francisco Mayrink

Regência:
Maestro Eduardo Ribeiro (BH)
Maestro João Omar (BA)

Solistas convidados:
Doriana Mendes (RJ)
Fábio Belizallo (RJ)
Luciana Monteiro de Castro (BH)
FRancisco Meira (SP)

Coreógrafo e Dançarino:
Paulo Chamone (BH)

Participação da Orquestra da Casa dos Carneiros (28 músicos)


• Inauguração das primeiras instalações do “DOMUS OPERAE”,Teatro de ópera da Casa dos Carneiros.
(estruturado com cobertura para uma platéia de 1500 pessoas).

• Estacionamento ampliado e iluminado, com manobristas.


Data: 26 e 27 de novembro.
Local: Fazenda Casa dos Carneiros, Povoado da Gameleira, Distrito do Iguá, a 20 KM de Vitória da Conquista, BA.
Realização: Fundação Casa dos Carneiros - 77 2102-0202 rossanecomunicacao@gmail.com


Dica número 2: se acheguem ao blog de nossa comadre. É uma casa bastante aconchegante:

http://quadradadoscanturis.blogspot.com/



1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Compadres, Joca e Zé Maria, agradecimentos profundos, como o sertão de Elomar. O Quadrada depois de citado aqui, é tanto "ô de casa", tanta visita bacana, que nem conto!

    Bjs
    Cleide Lima

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