Do Armazem, do Café Fubá, do...

São Paulo tem o título de Capital Mundial da Gastronomia, o que quer dizer comidas de todos os países; corre à boca pequena que a melhor pizza italiana é paulistana. Comidas, ou “pratos” de todos os estados brasileiros é a maior cidade nordestina do Brasil. O grande “cardápio” gastronômico, teatral, musical, cultural, muitas atividades gratuitas ou a um preço totalmente acessível. Agitada vida noturna, com um grande número de bares e restaurantes abertos durante a madrugada.

E com todas essas ofertas a Sampa não tem um local, um pedacinho que ofereça um pouco da cultura e gastronomia caipira, sertaneja de verdade. Para servir apenas a comida existem sim muitos bares e restaurantes, alguns são pequenos lugares conhecidos por poucos e outros maiores já com divulgação na mídia, mas sem a opção musical e preocupação com o lado apenas comercial.

O Armazem Bar, na Mourato Coelho, aberto em 1991 atendia totalmente aos “requisitos” com decoração, comida e musica da melhor tradição. Dirigido pelo casal de musicos e cantores Oswaldinho e Marisa Viana foi o que de melhor havia, oferecendo a musica de raízes e apresentações de musica popular. Deu abertura e foi o primeiro palco para muitos artistas, músicos e cantores que hoje tem um trabalho reconhecido. Um espaço que era “ a nossa casa”, para conversar, fazer amigos, ouvir a melhor musica até o fechamento em 1999.

O Café Fubá, na Vila Monumento, também do Oswaldinho e da Marisa, manteve o “espírito” do Armazem, no bom sentido, espaço menor, mais aconchegante, a manutenção das amizades feitas lá e, principalmente novos amigos. Quem foi uma vez voltou várias outras e era difícil ficar distante do ambiente familiar, amigo, gastronômico e musical.

É da inteira responsabilidade do Café Fubá o nascimento deste nosso Ser Tão Paulistano. Ali o encontro com a Fernanda, a Lenda e o Giba, o da Viola. Em uma “linguagem figurada” ele foi “concebido” ao som de musica, causos, gargalhadas, bebericando uma cachacinha e muita, muita alegria. Cresceu ouvindo boa musica, participando do carnaval e da festa do Divino de São Luiz do Paraitinga, do carnaval de Santana de Parnaiba, festival de Verão de Paranapiacaba, Viradas Culturais e baião de dois do Ribinha do Assaré onde, é bom que se registre, foi feita a certidão de nascimento. Só tinha que vir ao mundo “com boa saúde”, não é mesmo?. O encontro com o Joca foi, tinha que ser, no bar Lua Nova na época dirigido pelo genial musico Vidal França e a Mazé, em uma noite de homenagem ao João Bá. Permita-me Vinicius de Moraes: a bênção Joca “nosso parceiro e amigo querido, que já viajaste tantas canções com a gente e ainda há tantas a viajar...parceirinho cem por cento, você que une a ação ao sentimento e ao pensamento.”

O Café Fubá deixou de funcionar em 2007, o Ser Tão está crescidinho, forte, a Fernanda, a Lenda publicou um livro, o Giba, o da Viola, a cada dia que conta um causo aumenta um causo ao seus milhares de causos, digo, acontecimentos e histórias de verdade. E o Ser Tão ainda não foi batizado e, sabemos disto, não pode ficar sem batismo, se não...

A cerimônia de batismo e festa já tem local marcado, para nosso júbilo. Onde?. Ah!... até a semana que vem.



2 comentários:

  1. Joca disse...:

    Amigo Zé!
    .. e eu comentei com o Noel Andrade, sentado ao meu lado: ei, aquele não é o Saulo laranjeira? - Noel que eu conhecia de algumas apresetnações com a Dani Lasalvia, nessa noite sem a viola...
    Noite alvissareira, aquela, em que tive o dom de conhecer aquela a quem até então, admirava a voz: ela, a inigualável katya Teixeira.
    Pois é: são os "bares" de Sampa: e tem o Frango, a Esquina do Sabor! Isto é Ser-tão Paulistano!
    Não mereço a homenagem em que lembra Vinicius, mas aplaudo! Viva o Poetinha!
    Grande abraço!

  1. O Café Fubá fechou, e agora qual é o ponto pra eu encontrar "seres tão" paulistanos?

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