As crianças, a Joaninha e a Kátya Teixeira


"Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração,
Toda vêz que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão"

Milton Nascimento e Fernando Brant


Em dezembro do ano passado contei aqui da minha emoção, do presente que recebi de um jovem casal em um ônibus, o 5757-10 Cidade Julia – Metrô Conceição. Onze horas da manhã e o ônibus relativamente vazio. Um jovem casal embarca, a menina passa pela catraca, senta e fica esperando o rapaz que para no degrau, lendo alguns papéis. Depois de alguns minutos ele passa pela catraca e senta-se ao lado da menina que o aguarda sorrindo. Continua com os papéis na mão sem nada falar, como se não entendesse o que estava lendo. Consigo ler o nome de uma empresa, tipo laboratório de análise genética e na segunda folha várias imagens pequenas. Imagino, pelo tipo de papel e pela sua reação ser resultado de exame de gravidez. A menina continua olhando e sorrindo para ele que finalmente fala alguma coisa, bem baixinho. Conversam um pouco, se abraçam e se beijam. Deve ser mesmo o que pensei.

No desembarque, já na Estação Conceição, pergunto se é notícia de um “baby”. Com o sorriso mais lindo e feliz que eu poderia receber, sentir e ver de alguém ela diz que sim, será mãe. Ele sorri timidamente, assustado ainda?. Cumprimento-os, desejo boa sorte e felicidade para ambos e que o filho venha forte e saudável, quem sabe, para um mundo melhor.
Este ano será o primeiro Dia das Crianças do menino ou a menina, todo o meu desejo de muitos dias da criança para ele ou para ela. Agradeço à jovem pelo sorriso e olhar de paz, alegria e felicidade. Fez-me muito bem e fará muito melhor ao primogênito.
A homenagem ao meu, me permitam os pais, sobrinho que “conheci” no ônibus e a todas as crianças, de qualquer idade, na voz da Kátya Teixeira, a Nossa Musa. Na composição de Luís Perequê onde a Kátya é acompanhada nos vocais pelas Crianças de Paracambi – RJ; charanga e violão o Grande Dércio Marques; flautas o Rodrigo Y Castro.

JOANINHA

"Joaninha colorida diga
Quem são seus pintores
Será que são borboletas
Roubando tintas das flores

Joaninha, Joaninha
Diga onde você mora
Se é na flor de laranjeira
Ou na seda da amora

Gira, gira Joaninha
Na roda do girassol
Beija-flor girando
Desenhando caracol

Quem pintou suas asas Joaninha
Ensinou a lagarta virar borboleta
Ensinou o macaco a fazer careta
Ensinou a aranha a fugir da vespa
Vaga-lume que acende sem lanterna

Não deu asas prá cobra, não deu perna
E enche toda a Terra de beleza
Quem pintou a Joaninha foi a mão da natureza
Pintou as asas da borboleta, foi a mão da natureza
Ensinou o macaco a fazer careta, foi a mão da natureza
Ensinou a aranha a fugir da vespa, foi a mão da natureza
E encheu toda a terra de beleza, foi a mão da natureza"

Serviço: A Joaninha da foto, e a foto, é um trabalho da Nair Botiquio, artesã especializada em concreto celular.
Ouça:
Joaninha, voz de Katya Teixeira



1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Nosso memorialista nunca deixa de surpreender!
    Tal merece publicação em outros locais, estou tentando por no facebók!
    Grande abraço!

    Joca

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