VAMOS CONHECER ESSE PARQUE?

Na altura do km 11 da Imigrantes, ao lado do Centro de Exposições e ao lado da Secretaria Estadual da Agricultura e de um Batalhão da Policia Militar, há um espaço público, pronto para uso da população, entretanto até hoje sub utilizado. Faz parte do Parque Estadual Fontes do Ipiranga, que engloba o Jardim Botânico, Parque Zoologico, o Parque de Ciencia e Tecnologia da USP - Cientec. Entre o povo, todo o conjunto é conhecido como Parque do Estado (não são poucos que evocam uma triste memória: há alguns anos atrás, foi num ponto qualquer de suas matas que um serial killer executava suas vítimas, que foi tratado por público e imprensa na época como o caso do maníaco do parque).

O Parque do Estado – ou Parque Estadual Fontes do Ipiranga (PEFI) – embora seja considerado oficialmente como uma reserva ambiental é um claro exemplo de como nossas autoridades (nesse caso, estaduais) tratam as coisas relacionadas ao meio ambiente – tema que deveria estar sendo seriamente debatido em tempos que o reservatório da Cantareira praticamente secou e as autoridades, em vez de realizarem uma profunda autocrítica, colocam a culpa na falta de chuva em São Pedro. A reserva, como já foi informado no inicio deste texto, “abriga” um gigantesco pavilhão (o Centro de Exposições), as edificações da Secretaria Estadual da Agricultura, um Batalhão da Policia Militar, instalações da Universidade de São Paulo, além do Botânico, do Zoológico e do Simba Safari – de todos citados, compreende-se a existência das instalações da USP, do Zoológico, do Botânico e do Simba: é de se perguntar, em tempos que a Ecologia é tema central da vida nas cidades, o que faz dentro de uma “reserva” estratégica um Batalhão da Policia Militar, o gigantesco pavilhão e as instalações de uma Secretaria de Estado?
Visto do alto, tem-se ideia do quão insignificante é a reserva, face o tamanho da cidade:
... uma grande parte foi invadida por especuladores de toda ordem (incluindo-se necessitados de moradia, mas também empresas)... Se serve de consolo, já foi pior: antigamente abrigou as instalações da antiga FEBEM, de trágica memória.
Entretanto, uma esperança persiste – apesar de tudo, mas se compreende: “a esperança é insistente”, diz os versos da cantiga, Flor Futura, de autoria de Consuelo de Paula e Rubens Nogueira. Em meio a devastação, um pequeno trecho do Parque, justamente onde antigamente se localizavam as instalações da FEBEM, ao lado da rodovia dos Imigrantes, a 1,5 km do Metrô Jabaquara, existe um espaço público que pode e deve ser freqüentado, e seria uma boa oportunidade para a comunidade de fato tomar posse de algo que é seu, por direito: trilhas com opções variadas de terreno, brinquedos infantis, quadras, pista de skate, piscinas, etc. e a oportunidade de conhecer de perto vegetação nativa, pois se trata de uma reserva residual da Mata Atlantica.
Um "joão-de-barro" teve uma ideia genial: construiu sua casa no lugar mais seguro possível: dentro da reserva!
Fica, pois, o convite para conhecer esse parque. Em tempo! Ocorrem boatos que um gigantesco conglomerado será construído no local. A ausência de transparência e clareza por parte de governantes que se dizem democráticos, colocam um grande ponto de interrogação sobre o tal projeto.



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