Música Caipira

Tá, bem se nota que eu gosto de contar histórias. Qualquer uma. Causos eu sei poucos e essa coisa de Jeca Tatu só nos livros do Monteiro Lobato mesmo. Mas existe um cabloco ai, Cláudio Lacerda, que gosta desta coisa de resgatar a Alma Caipira. Eu fui no show dele, nesta última sexta-feira, e acho que ele conseguiu, porque se a idéia dele era reavivar, nessa gente como eu, os sons de um sertão esquecido (ou desconhecido - no meu caso, claro!), deu certo. Cornélio Pires, João Pacífico, Mário Zan, Tião Carreiro, os que eu me lembro agora, assim de memória. Cada letra bonita que, bem digo, dá mesmo é uma saudade danada do sertão.



6 comentários:

  1. disse...:

    Fernanda, e a gente pensar que o Cláudio pode lançar um CD por mes que material não vai faltar tão grande é a riqueza deste genero musical. Quanto ao causo da Vó (tirante a neta preferida)que bom seria se servir de estímulo para outros relatos dos nossos amigos. Beijos, beijos

  1. Zé... e pensar que você o salvou com o Mazzaropi... rsrs... Um dia nóis escrevinha aqui de Elpídio dos Santos, Catulo da Paixão Cearense, ou a gente pede pro Cláudio escrever, né? Já que o caboclo é estudado nestes trens aí. Por falar em trem, ele disse algo disso no show, mas eu não me lembro exatamente o que foi... :( Mas eu lembro que achei legal. Ai, minha memória anda me traindo.
    Bêjo.

  1. Joana disse...:

    Nós temos mesmo que tentar reavivar nossa cultura! Reavivar nossas raízes é reavivar a nossa história e entendê-la melhor! Por isso que eu adoro este blog!
    Também amo ouvir as histórias de minha avó! Sento à sua frente e ela vai me contando com uma voz saudosa do tempo em que era menina e que morava na roça; de quando veio pra São Paulo e começou a trabalhar nas fábricas de tecido; de quando pegava o bondinho e várias outras histórias, que me fazem criar em minha mente imagens de um tempo em que tudo era mais charmoso!
    E eu morro de saudades!
    Todas as pessoas deveriam guardar um tempo para ouvir os mais velhos! É muito bom!
    Bjos.

  1. Joana, Joaninha, você é mais que bem vinda pra contar as saudades do tempo da sua avó... da roça etc e tal. Nóis publica aqui, viu... vai a letra toda pra vc... bjs



    Joaninha
    Kátya Teixeira
    Composição: Luís Perequê

    Joaninha colorida diga
    Quem são seus pintores
    Será que são borboletas
    Roubando tinta das flores?

    Joaninha, Joaninha
    Diga onde você mora
    Se é na flor da laranjeira
    Ou na seda da amora

    Gira, gira Joaninha
    Na roda do girassol
    Beija-flor voa girando
    Desenhando caracol

    Quem pintou suas asas Joaninha
    Ensinou a lagarta virar borboleta
    Ensinou o macaco a fazer careta
    Ensinou a aranha a fugir da vespa
    Vaga-lume que ascende sem lanterna
    Não deu asas pra cobra, não deu perna
    E encheu toda a Terra de beleza
    Quem pintou a Joaninha
    Foi a mão da natureza

    Pintou as asas da borboleta, foi a mão da natureza
    Ensinou o macaco a fazer careta, foi a mão da natureza
    Ensinou a aranha a fugir da vespa, foi a mão da natureza
    E encheu toda a Terra de beleza, foi a mão da natureza

  1. disse...:

    Fernanda, depois da Joaninha, do Perequê, a Joana, Joaninha não tem desculpa para não contar as histórias da Vó (será que é também a neta preferida?)e com direito a ouvir a música na voz da Kátia.Grande beijo...

  1. Gibadaviola disse...:

    Esta prosa de vó é algo que me lembrou um montão de histórias e me inspirou a postar meu artigo desta quinzena. Tá lá agorinha mesmo, quero ouvir os "pitacos". Endósso as palavras da Fernanda, acho que o Cláudio cresceu olhando prá trás, coisa de curupira sô...

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