Viola no Café da Virada


Uma das nossas atividades na Virada foi o café da manhã no Sesc Pompéia do qual a Fernanda, durante a semana, estipulou como obrigatório:
- “Do café da manhã com viola e sanfona eu não abro mão não!” - E como ela ficou a madrugada toda a “bater o pé” eu e a Adriana concordamos (pais sofrem!).
"Dou o braço a torcer", o conteúdo das mesas, às cinco da matina, foi realmente uma visão do paraíso: bolos, torradas, pães, bolos, sanduíches, sucos, pães, café, leite, iogurte, chá e muito, muito mais. A Fernanda é profunda conhecedora de vinhos, principalmente italianos e espanhóis - até já penso em criar sítio na internet para que a enóloga Senhorita Fernanda de Aragão possa destilar - com todo sabor, digo, respeito - os seus conhecimentos para os deste lado. Mas voltemos ao feijão com arroz, ou melhor, café com leite.
Com a bandeja na mão a minha formação e olhar caipira foram logo direcionados para os bolos de fubá, de mandioca, de milho, pão de queijo, pamonhas, broas e para beber – vejam só como estou urbano e moderno – um copo de iogurte de morango. São ingredientes que, de imediato, “encheram a pança” e o som de viola caipira com sanfona às seis e meia da manhã me fizeram lembrar da minha caminha querida.
Como a vida é um constante aprendizado notei que a Fernanda primeiramente fez um tour pelas mesas apenas analisando o conteúdo para só depois “fazer a bandeja” com o que , além de substancial para compensar a madrugada e o resto do dia, incluísse também o que posso chamar de sobremesa. Ah! Ela, ao contrario do caipira aqui, escolheu o tradicional e glorioso café com leite para beber.
Na tentativa de ajustar um espaço na “pança” tomei um copo de suco (de caixinha) de uva, mas não adiantou muito. Então tentei fazer as pazes com o café com leite, e mais uns bolinhos, mas aí, como seria o pecado da gula, não deu. À tarde, no entanto, minha lembrança voltava aos outros componentes das mesas, principalmente o sanduíche de metro, e outros que não comi (substanciais para a maratona). Tivemos que ouvir da Fernanda:
- “Eu aproveitei ao máximo o café da manhã, eu comi o que queria na medida e necessidade corretas”. - Afirmei no início os conhecimentos de vinho e agora posso acrescentar o conhecimento, internacional inclusive, da Fernanda em cafés da manhã.
Pensando bem não fiquei sozinho na caipirice pois a Adriana fez um leve e rápido comentário:
- “Também deveria ter visto antes o que tinha nas mesas, fui com muita sede ao pote”. - Será que pode servir de consolo?. Como diziam os nossos antepassados:
- “Barata quando cai no melado se lambuza!”



4 comentários:

  1. Zé Maria, devo mesmo dizer, pra todo mundo saiba, que foi muito engraçado ver você a Adri com o olho maior que a barriga. Pareciam duas criançonas!!! Em abril de 2008 teremos mais virada... u-hu!!! Beijo, beijo, beijo!!!

  1. disse...:

    É, e a criançona é você. Já dizia a Clarice Lispector que a vida é um eterno aprendizado. Beijos

  1. Angela disse...:

    Zé, muito interessante o blog, vou ler tudo com muito carinho. beijos ca cabolca Angela. E salve Clarice Lispector mesmo. Por falar nisso, vc foi na exposição? beijos

  1. disse...:

    Cabocla Angela, fico feliz pois você é leitora de "alto nível". Ainda não fui ver a exposição - a Fernanda foi e postou - ainda, porque é oportunidade única. "Suponho que me endenter não é uma questão de inteligência, mas sim de sentir, de entrar em contato, ou toca ou não toca". Salve Clarice. Grande beijo,

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