Da música para a literatura - Elomar Figueira Mello

Estas super dicas, para os fãs de Elomar, chegou ao Ser-Tão via comentários. Agradeço à Silvana do Espaço Cultural É Realizações e à Assessora de Imprensa Marcela Melo pela gentileza de nos enviar o material de divulgação e o release dos eventos. Vamos a eles:

EVENTOS - Espaço Cultural É Realizações

DIA 09 de outubro - Palestra (EVENTO GRATUITO - Mais Informações aqui!)
Elomar: Um inovador de Linguagens: Sertanu e Sertanílias, com Jerusa Pires Ferreira



DIAS 10, 11 e 12 de outubro - Concerto
Elomar em Sertanílias, com Elomar e João Omar


SAIBA MAIS:

DA MÚSICA PARA A LITERATURA -
ELOMAR ACABA DE INAUGURAR A SUA FASE DE ROMANCISTA COM A PUBLICAÇÃO DE "SERTANÍLIAS".

O Espaço Cultural É Realizações apresenta lançamento do livro: SERTANÍLIAS de Elomar Figueira Mello. O lançamento do livro será precedido do Concerto Elomar em Sertanílias com o próprio ELOMAR e seu filho João Omar no violão. Cantor, compositor e violonista baiano, Elomar é reconhecido nacional e internacionalmente pelo trabalho da cultura brasileira e identidade sertaneja, através de sua música de estilo regional e perfil erudito, lança agora o primeiro romance de uma série – SERTANÍLIAS. O evento acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de outubro de 2008 no auditório do ESPAÇO CULTURAL É REALIZAÇÕES.
Endereço: Rua França Pinto, 498 Vila Mariana São Paulo - SP
Reservas e informações: Tel: (11) 5573-5363
Ou pelo e-mail: eventos@erealizacoes.com.br
Ingresso: R$: 70,00
Estudantes e Idosos: R$: 50,00
Lotação: 80 lugares
Horário: 20h00

RELEASE

RESUMO:

Sertanílias, Romance de Cavalaria, do cantor, compositor e violonista baiano Elomar Figueira Mello, a artista é reconhecido nacional e internacionalmente pelo trabalho de mais de quarenta anos de afirmação da cultura brasileira e da identidade sertaneja, através de sua música de estilo regional e perfil erudito. O lançamento do livro acontecerá em várias cidades do Brasil.

SERTANO, O ANTI-HERÓI

Sertanílias é a narrativa de um anti-herói, Sertano, um vaqueiro culto que lê Virgílio, Flaubert e Herculano sem recorrer a dicionários e que sabe das coisas, um bocado delas que habita mundos de físicas e matemáticas conhecidas e não conhecidas. Há muito que, em paralelo ao fazer da música, o compositor Elomar Figueira Mello vem tecendo poemas, roteiros para cinema, contos, romances, que, como atesta: “são histórias a contar sem viola, sem orquestra, eu os via, carregava-os dentro de mim”.

A matéria prima saltou das conversas e mãos-de-prosa antigas sobre os velhos conceitos de vaqueiros, violeiros e tropeiros com quem conviveu desde a infância, que em muito se afinam com os modernos Hoerbiger, Jaques Bergier, Robert Charroux Denis Sourrat e outros.

Elomar chama à existência em Sertanílias um gênero há muito tempo adormecido nos dias de Alexandre Dumas – o romance ou novela de cavalaria – que só agora após décadas está tendo a condição de presentear aos cúmplices admiradores de suas canções e coisas outras, relatos– pertencentes tão somente ao mundo que em algum tempo, no passado ou no futuro, com certeza deve existir: o mundo de Naninha, Gabriela, O Cavaleiro da Torre, do Acalanto, Faviela, o Veado Branco (personagens que povoam a sua obra), de cavaleiros, pastores que falam de monjas guardiãs de estrelas, de extintos tropeiros, cujas ondas imagéticas ainda mesmo que envoltas pela névoa cinzenta dos anos, se vão errantes por estradas e areias de ouro: o Sertão Profundo, temática da obra elomariana estudada e discutida nos centros acadêmicos em teses de doutorado e pós-doutorado nas mais variadas áreas da ciência, como História, Letras, Antropologia, Filosofia e Música.

O romance, primeiro de uma série, promete marcar a literatura contemporânea pelo discurso contundente, pelo resgate de um gênero há muito tempo esquecido, pela narrativa dinâmica e inovadora que se constrói numa estrutura peculiar - roteiro para cinema e romance. Tudo é tecido numa fusão harmônica, uma trama que instiga a leitura, que provoca a pesquisa. Um texto que vai buscar em expressões latinas o purismo da língua, que arranca do anonimato e traz para o palco da lingüística o dialeto “sertanez”, em diálogo constante com o vernáculo. Uma obra que promete chamar a atenção da crítica literária e dos pesquisadores pela quebra de paradigmas, não só na sua forma e conteúdo, mas principalmente por trazer à tona questionamentos sobre velhos conceitos e teorias. Sertanílias traz uma narrativa que discute o ser e o existir, o espiritual e o material sob um novo olhar, que aborda desde a formação do homem, perpassando pelas teorias de Euclides, à física quântica. Um livro que faz adentrar os castelos medievais, que leva ao encontro de príncipes e princesas, que faz viajar no mundo dos tropeiros, que leva ao futuro no galope do cavalo “alado” de Sertano.

O AUTOR

Elomar Figueira Mello é um dos mais importantes compositores brasileiros em atuação. Natural de Vitória da Conquista, Elomar retira da cultura local os elementos formadores do seu cancioneiro e das suas composições eruditas.

Cantor, compositor e violonista com mais de 300 músicas gravados em 15 discos (sendo 05 solos e 10 com participações de outros artistas). Tem uma vasta obra escrita para instrumentos sinfônicos, música de câmera, solística, operística e concertante. Na Quadrada da Águas Perdidas recebeu o prêmio da crítica de melhor disco da década de 70, pela APCA (1980) e Dos Confins do Sertão recebeu o prêmio de melhor disco estrangeiro não europeu no festival Ibero-americano de 1987, na Alemanha.

Em 1997, por ocasião do Natal, suas Antiphonaria Sertani foram executadas em praça pública na sua cidade natal, em Vitória da Conquista, na Bahia, para mais de 3 mil pessoas. Naquela ocasião, intercalaram-se no mesmo palco orquestra e cantores líricos com reisados locais, aproximando assim a obra do criador e seu próprio objeto, que são as representações do imaginário e da criatividade popular. Esse espetáculo contribuiu para o início do Projeto Cancioneiro e Lírica, que resultou nas de “Cenas Brasileiras”, um concerto operístico apresentado com sucesso em diversas capitais do país.

Em 2004 A ópera A Carta foi apresentada em Brasília numa montagem completa em 12 récitas para um público de 4.000 pessoas, sob a regência do maestro Henrique Morelenbaum, com o apoio do Banco do Brasil.

Uma das principais finalidades da obra deste compositor é contribuir com a preservação da cultura original brasileira, no sentido histórico da formação do país, a partir das suas origens no Nordeste e nas heranças que construíram a nossa identidade. Assim é possível dar à sociedade referências e subsídios para que ela entenda a si própria, seus caminhos traçados e as suas transformações, e também possibilitar uma visão mais ampla sobre o futuro que estamos construindo.

Espera-se, com Sertanílias proporcionar ao povo brasileiro o conhecimento acerca de si mesmo, aproximando-o dessas manifestações autênticas e originais do nosso pensamento e dos nossos costumes por meio de uma obra artística originada no berço sertanez.

AMPLIAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR

Sertanílias aponta para a possibilidade de alargamento do público leitor. O romance é resultado de uma elaborada narrativa tanto no plano artístico-literário, quanto na acurada pesquisa em torno da cultura ibérica e sertaneza, fruto da trajetória desse artista baiano, que tem mais de quarenta anos de carreira e lugar de relevo na história da música popular brasileira pela defesa e valorização da cultura nacional e pela afirmação da identidade sertaneja.

A sua publicação vem oferecer ao ouvinte pistas para entender mais da obra elomariana, com a perspectiva de contribuir para o conhecimento da obra desse artista múltiplo: poeta, violonista, compositor, cantador, arquiteto, vaqueiro, operista.

O livro é destacado por se constituir como o primeiro Romance de Cavalaria de Elomar, o que proporcionará sobremodo, a divulgação da obra do mesmo e ampliação do público leitor apreciador de arte de qualidade, no sentido de expandir o acesso aos bens culturais. A obra deste compositor torna visível a cultura do sertão nordestino, marginalizada, excluída, e mostra o caráter diverso das identidades brasileiras. O livro contribui, assim, para a construção da memória cultural brasileira e amplia o acesso a este acervo representativo da nossa cultura, para além do ambiente acadêmico.

A publicação e lançamento do romance justificam-se pela possibilidade do artista retornar reencontrar seu expressivo público, bem como expandi-lo a partir desta nova produção poético-literária. Esta publicação imprime novo impulso à carreira de Elomar que também se consolida como ensaísta e escritor romancista.

Dados Técnicos: Editora: Elomar Figueira Mello. ISBN: 978-85-908262-0-0. Ano: 2008. Edição: 1. Número de páginas: 296. Acabamento: Brochura, capa dura, costurado com linha. Ilustração da capa: Brasão da Família Sertaneza concebido e desenhado por Elomar. Aplicação artesanal de couro curtido com impressão a ferro. Ilustrações do miolo: 28 ilustrações a bico de grafite, concebidas e desenhadas por Elomar. Formato: Médio. Peso: 700 gramas. Altura: 3,5 cm. Largura: 18 cm. Comprimento: 24,5 cm

Mais Informações: Marcela Melo
marcela@mmeloassessoria.com.br



4 comentários:

  1. joca disse...:

    Espetáculo deveras imperdível, sem dúvida àaltura do grande Mestre Elomar, artista e figura da vida cultural brasileira da mais relevada importância.
    Pena que o acesso seja um tanto restritivo, por razões do preço, custo alto para pobres sertanejos deste planalto paulistano....

  1. joca disse...:

    ..e comprovando a generosidade sertaneza, terá o evento GRATUITO, na França Pinto, no dia 09 de outubro, 20 horas, com palestra da Professora Jerusa. Oilá!

  1. joca disse...:

    Eita que estive na Palestra da Professora Mestra Doutora Jerusa e foi um truvejo de saberes qui deu gosto. As definições - ou busca de - definições sobre o sertão mereem um post. Si as ideas si aprumarem, posso inté tentar pra mais tarde um cadiquin!

  1. Anônimo disse...:

    Meus caros irmãos de Atlântico e Língua.

    Tive o gosto de conhecer o Mestre Elomar e o João Lomar aqui em Portugal, onde, qual cavaleiros partiram à (re)conquista do espaço do trovador, que com todo o mérito encarna(m).

    Mais do que tudo foi um prazer conhecer junto esse cavaleiro de que Ricardo Harduim me tinha falado como um caso.

    Abraço a todos os admiradores de Elomar na certeza que são "obras" destas que confirmam a próximidade que temos e devemos efectivar.

    Tiago Malato e Vicente ( o seu roncinante).

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