NOEL ANDRADE NO SESC BELENZINHO

É uma rara e feliz oportunidade: o violeiro Noel de Andrade, natural de Patrocínio Paulista, interior de São Paulo, estará no próximo domingo, 27/07, no Sesc Belenzinho, a partir das 18:00 horas, com participação especial de Renato Teixeira.

Em 2012 Noel lançou seu primeiro CD, “Charrua”, trabalho maturado ao longo de muitos anos, onde traz composições próprias, em parceria com autores de vão de Ricardo Vignini a Renato Teixeira, além de clássicos do cancioneiro nacional como Ferreirinha da Viola (Francisco Nepomuceno), do folclore caiçara (Companheiro, recolhida por Chico de Ubatuba, eternizada por Dércio Marques e obrigatória nas apresentações da musa da música brasileira, Katya Teixeira). “Charrua”, o disco, é uma viagem musical pelo Brasil, por seus campos, caminhos de tropas, chapadões, florestas, suas cidades. Canta e fala do passado histórico, mas não se detém por lá: aponta os caminhos e nos convida a percorrê-los.
Noel é da nova geração de violeiros, embora urbano, de pés solidamente fincados na tradição e na história. Pesquisador atento, Noel aprende e ensina mundo afora, detendo-se em cada tema, traduzindo, recriando, transformando, demonstrando vivamente que a cultura tradicional mais do que nunca se conecta ao mundo. Discípulo direto de Gedeão da Viola, seu toque remete Tião Carreiro e outros mestres, incluindo Dércio e Doroty Marques, Zé Gomes, etc. Em sua viagem, reconhecemos ecos chegados de pontos aparentemente díspares, dos Andes à pampa, timbres característicos e peculiares que atravessam fronteiras, desde o grande e velho Mato Grosso ao folclore caiçara, uma das “Mecas” do mundo caipira paulista.
Renato Teixeira, um caipira das multidões
No show do SESC Belenzinho, Noel contará no palco com a participação de Renato Teixeira, amigo e parceiro, figura ícone de nossa cultura caipira, que dispensa apresentações. O número de composições suas tornadas clássicos é admirável (Romaria, Tocando em Frente, O Frete), não menos admirável, entretanto, que dezenas de outras não tão conhecidas, contudo, de qualidade inigualável (Mato Dentro, Plantinhas do Mato, Antes da Guerra da Coréia, Antonia, etc. Renato Teixeira consegui, assim, a proeza de ser um autêntico artista de raiz das multidões!
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Sobre o termo “Charrua”:
Embarcação de carga, muito comum no Brasil oitocentista, caracterizada pela grande capacidade e também pela lentidão, razão pela qual acabou em desuso, substituída pelas modernas e ágeis formas de transporte. “Charrua” também remete a uma nação indígena do Sul do Brasil, nordeste argentino e Uruguai, hoje praticamente desaparecida, exterminada ou fundida(amalgamados) aos demais povos da região, pois nunca foram completamente catequizados; é também o nome de um tipo de arado usado desde a Idade Média e um o nome que se dá a determinado tipo de trança de couro, o acabamento que esconde as pontas da trança.



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